Endocardite Bacteriana

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14 ago Endocardite Bacteriana

 Os Cirurgiões-dentista são profissionais que realizam diversos procedimentos ambulatoriais que causam bacteremia, procedimentos muitas vezes de médio porte. A implantodontia, periodontia, cirurgia, endodontia …todas essas espcialidades possuem procedimentos com risco de causar endocardite bacteriana em pacientes predispostos a tal. E quais são os pacientes predispostos, colocarei uma lista desses pacientes para a fácil consulta. Para identificar esses pacientes é mportante que sua anamnese seja criteriosa. No entanto, na dúvida, entre em contato com o cardiologista ou encaminhe o paciente caso ele nunca tenha visitado um. Existem muios profissionais que possuem a sua “fómula” para a endocardite bacteriana, e mais, utilizam esse tipo de “fórmula” para todos os procedimentos cirúrgicos sem necessidade nenhuma, apenas pelo desconhecimento. Acredito que devido as mudanças ocorridas nos protocolos da American Heart Association(AHA) e a falta de reciclagem dos profissionais, encontramos diversas fórmulas. Para esquecermos e afundarmos as formas erradas de realizar a profilaxia para endocardite, encontramos um histórico de todos os protocolos publicados pela AHA:Ano
  1. 1955  Penicilina aquosa 600 000 U e penicilina procaína 600 000 U em óleo contendo alumínio 2% monostearate administrado IM 30 minutos antes do procedimento cirúrgico
  2. 1957  Dois dias antes da cirurgia, penicilina 200 000 250 000 U por via oral, 4 vezes por dia. No dia da cirurgia, penicilina 200 000 a 250 000 U por via oral, 4 vezes por dia e penicilina aquosa 600 000 U com penicilina procaína 600 000 U IM 30-60 minutos antes.
  3. 1960  Etapa I: Profilaxia dois dias antes da cirurgia com penicilina procaína 600 000 U IM em cada dia. Etapa II: dia da cirurgia: penicilina procaína 600 000 U IM completada por penicilina cristalina 600 000 U IM uma hora antes da cirurgia procedimento.Etapa III: 2 dias após a cirurgia: penicilina procaína 600 000 U IM a cada dia.
  4. 1965  Dia de processo: a penicilina procaína 600 000 U, completada por penicilina cristalina 600 000 U IM 1 a 2 horas antes do procedimento. Por dois dias após o procedimento: penicilina procaína 600 000 U IM IM cada dia a cada dia.
  5. 1972 Penicilina G procaína 600 000 U misturado com penicilina G cristalina 200 000 U IM uma hora antes do procedimento e uma vez por dia durante os dois dias após o procedimento.
  6. 1977 Aquosa penicilina G cristalina (1 000 000 U IM) misturado com procaína penicilina G (600 000 U IM) de 30 minutos a 1 hora antes do procedimento e, em seguida, penicilina V 500 mg oral cada 6 horas para 8 doses.
  7. 1984 Penicilina V 2 g por via oral uma hora antes, em seguida, 1 g seis horas após a dose inicial.
  8. 1990 Amoxicilina 3 g via oral 1 hora antes do procedimento, em seguida, 1,5 g de 6 horas após a dose inicial
  9. 1997 Amoxicilina VO 2g 1h antes do procedimento.

As condições cardíacas onde existe um risco elevado e desenvolvimento de endocardite bacteriana:

1-Prótese de válvula Cardíaca ou material protético utilizado para o reparo da válvula cardíaca.

2-Doença cardíaca congênita (DCC) *

  • Doença cardíaca cianótica, incluindo derivações paliativas e condutas
  • Cardiopatia congenita completamente tratada com material protético ou dispositivo, se colocadas por cirurgia ou por intervenção do cateter, durante os primeiros 6 meses após o procedimento.
  • Doenças cardíacas reparadas com defeitos residuais no local ou adjacente ao local de um remendo protético ou um dispositivo protético (que inibem a endotelização)
  • Receptores de transplante cardíaco que desenvolvem valvulopatia cardíaca.

Regime atual para os procedimentos Odontológicos:
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Regime: Dose simples 30 a 60 min
antes do procedimento
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Situação                                                 agente                                        adultos                            crianças
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Oral                                              Amoxicilina                                          2g                            50mg/Kg
Impossibilidade de VO                    Ampicilina                                     2g IM ou IV      50mg/KgIM ou IV
ou
Cefazolina ou Ceftriaxona                         1gIM ou IV       50mg/KgIM ou IV

Pacientes alérgicos                         Clindamicina                                     600mg                 20mg/Kg
a penicilina                                           ou
Azitromicina ou Claritromicina                       500mg                 15mg/Kg

Paciente alérgico                    Cefazolina ou Ceftriaxona                       1gIM ou IV         50mg/KgIM ou IV
impossibilitado VO                               ou
Clindamicina                                    600mgIMouIV    20mg/Kg IMouIV
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Obs. Estes dados foram retirados da última atualização da American Heart Association no seu Guideline publicado em 2007. Está disponível na íntegra no seguinte link: http://circ.ahajournals.org/content/116/15/1736.full.pdf

CROPCL – 16651
RT – Beneval José dos Santos Júnior
CRO:97162